Rating ou score, o que é melhor?
As modernas empresas, quaisquer que sejam seus produtos e serviços, precisam cada vez mais contar com eficientes processos de análise e aprovação de crédito, especialmente no Brasil de hoje.
"Tudo depende da particularidade do caso que está sendo examinado, o que deve ser feito por consultores experientes e com credibilidade indiscutível"
As incertezas conjunturais, as altas taxas de juro e a grande mobilidade dos negócios fazem com que os processos de analisar e conceder crédito sejam cruciais para as empresas que querem ser bem-sucedidas e desejam crescer de um modo lucrativo e seguro.
Aliás, esse problema - o de analisar e conceder crédito - é universal e portanto as técnicas desenvolvidas para facilitar a equação de crédito surgiram e têm sido aperfeiçoadas há muitos anos, especialmente nos Estados Unidos. Nesse artigo, vamos falar brevemente de dois sistemas de análise e concessão de crédito conhecidos como rating e score.
A idéia de rating remonta aos anos 20, claro, do século passado. Nos Estados Unidos, naquela época, os bancos já se viam envoltos com clientes inadimplentes. Então surgiu um instituto de desempenho de métodos para analisar e aprovar crédito para empresas, o Robert Morris Associates (RMA) , do qual derivou o conceito de rating.
Esse termo - rating - significa "índice", "indicador", ou seja, um processo de classificação através de analogias, comparações. Modernamente, ele se aplica na graduação de qualidade de créditos a serem dados a empresas médias e grandes, através de uma escala pré-arranjada de atributos e de qualificações.
Já o processo de score - ou de "pontuação" - surgiu nos anos 50, desenvolvido por um engenheiro e um estaticista, ambos americanos, de sobrenome Fair e Isaac. Hoje a empresa "Fair, Isaac" é uma multinacional especializada em desenho, desenvolvimento e aplicação do score. O grande foco dessa segunda metodologia é apreciar a qualidade potencial de um tomador de crédito dentro de um grande universo, milhares ou mesmo milhões de indivíduos e empresas. Portanto, a grande aplicação das técnicas de score se dirige para grandes volumes de crédito, tais como os bancos que atuam em crédito massificado (do tipo Crédito Direto ao Consumidor - CDC), as empresas de telefonia fixa ou de telefones celulares, as empresas de cartões de crédito, etc. O mesmo conceito se aplica a fornecedores de informações comerciais, que administram grandes bases de dados, possibilitando o uso do score, também para as empresas.
Somente depois do Plano Real é que os processos de crédito no Brasil começam a ser conhecidos e aplicados. A razão básica desse atraso chama-se inflação. Antes de 1994, a inflação no Brasil chegava freqüentemente a dois dígitos mensais, ultrapassando muitas vezes mais de 1.000% ao ano, o que tornava a visibilidade dos cálculos e da própria apreciação do crédito praticamente impossível.
Rating ou score, o que é melhor? Tudo depende da particularidade do caso que está sendo examinado, o que deve ser feito por consultores experientes e com credibilidade indiscutível. Mas as linhas gerais são as seguintes: aplica-se técnicas de rating para se avaliar o risco de crédito de companhias médias e grandes, procurando segmentar as escalas de atributos para grupos de tamanhos de empresas; o critério de score é aplicado aos créditos massificados, nos quais a rapidez de aprovação é fator competitivo importante.
Empresas especializadas, como a SCI/Equifax, possuem sistemas inteligentes de score, que se auto-aperfeiçoam eletronicamente, exatamente como o faz a mente humana. Essa característica é chamada de inteligência artificial e representa o estágio mais avançado dos processos score.
Carlos Daniel Coradi
Profissão: Diretor Presidente da EFC - Engenheiros Financeiros & Consultores
Site: Não Fornecido
e-mail: Não Fornecido
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